17 setembro 2009

2009 | Márcio Santana - Luzes das Cores

Márcio Santana - Luzes das Cores
(15 de abril a 15 de maio de 2009)

RELEASE

Márcio Santana
apresenta a exposição Luzes das Cores, composta por 30 telas em tinta acrílica, produzidas entre 2007 e 2009, em médias e grandes dimensões. O artista trabalha grafismos e experimenta mistura de cores. Uma cor de fundo, um tom predominante, serve como aparato para outras camadas de cor, que em superposições criam esp
aços poéticos, perplexos de encantamento. Márcio procura uma linguagem original, com telas que mais parecem cartas escritas pela intuição.

Sobre seu processo criativo, Márcio Santana revela
: “A cor é meu principal interesse, ela é pensada, vem de experimentações que faço. Busco a cor sonhada, que vem no pensamento. Minha cor não é aleatória, é trabalhada”.

A cor em Márcio Santana transita entre nuances de tons e emanações luminosas, que surgem dentro do corpo dos pigmentos, diz César Romero, crítico de arte da ABCA e grande incentivador da arte de Márcio. A gestualidade comedida, que traduz uma
personalidade introspectiva e observadora, acontece em palavras, frases, sinais, riscaduras, escavações, signos, timidamente preenchendo todo o espaço da tela.

Márcio Santana nasceu em Socorro, estado de Sergipe,
em 1978, e reside em Salvador desde 1980. Autodidata, aos 13 anos, iniciou a sua carreira artística como assistente dos artistas Sinval e César Romero. Dez anos depois de traçar os primeiros desenhos, ele foi o vencedor do Projeto de Arte e Cultura Banco Capital Ano VI, na categoria Artes Plásticas, que proporcionou ao artista uma exposição individual em Salvador e a ilustração em talões de cheque do banco.

A crítica de arte e membro da Comissão Cultural do IBEU, Mirian de Carvalho, diz na apresentação da mostra:
Na pintura de Márcio Santana o colorido anima forças originárias das primeiras sensações visuais. Tais sensações nos remetem ao nascedouro das cores, como se presenciássemos a criação do Universo. Aprendizes na cena do surgimento d
o mundo, descobrimos nas telas de Márcio delicadas mudanças de luminosidade pontuando o início da vida. Porque das luzes surgem as cores. Das luzes, emana a vida. E nas cores fluem outras cores. Nas telas de Márcio Santana, a “monocromia” nos surpreende com inesperados rumos luminosos, tal se navegássemos constelações diurnas. Assim, em meio a texturas brandas, surge uma plêiade de pequenas luzes e matizes, que, entre a continuidade e a descontinuidade de movimentos lineares, sugerem um código primevo a ser decifrado. Andarilhos do enigma, sentimos que nessas cores e luzes reverberam imaginárias sonoridades de um poema que fala da criação do mundo. No poema, visitamos o interior das mandalas do Oriente. Participamos de antigos ritos das cavernas. E caminhamos sobre tapeçarias oníricas que nos trazem de volta ao chão. Ao seguirmos tal percurso, inicia-se nosso aprendizado das luzes.

FOTOS INAUGURAÇÃO