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Como sobreviver a um naufrágio - Márcio Diegues


Elementos dos lugares onde já morou influenciam os trabalhos do artista Márcio Diegues, que abre o calendário de exposições da Galeria de Arte Ibeu no dia 3 de março, às 18h30. Morando atualmente no Rio de Janeiro, o mar inspirou a mostra Como sobreviver a um naufrágio, composta de desenhos, objetos tridimensionais, gravuras, um desenho instalativo e livros do próprio artista. Sob curadoria de Cesar Kiraly, a exposição será composta por cerca de 40 trabalhos que, reunidos, partilham a experiência do naufrágio, da ruína e da falência mimética como ponto de fissura visual e conceitual com a realidade.

A mostra é um recorte da produção de Diegues atualmente, com trabalhos que abordam o mar como uma ideia de paisagem, deslocamento, mas que também remete à ideia de afundamento e catástrofe. Os estudos do artista percorrem diferentes representações do mar tradicional na História da Arte e na Ciência, além de abordar questões bélicas, mapas, cartografias e cartas náuticas.

“Uma das coisas importantes na minha produção foi ler uma antologia escrita por um português no século XVII, que é uma coletânea das histórias de naufrágio que acontecem desde o século XV, a partir da ida para as Índias. Nessas histórias, o mais notável eram os afundamentos, como eram violentos e como se perdia uma ideia de planejamento, um objetivo a cumprir.”, explica o artista.  

A partir desses relatos, Diegues passa a pensar o naufrágio como uma metáfora visual e conceitual, já que não é apenas o corpo físico que afunda, mas também a ideia de um objetivo que não consegue se concluir. Este conceito inspirou o artista a produzir gravuras, cadernos de desenho e a coletar imagens que tinham a ver com a vivência no Rio de Janeiro, buscando o sentido da representação do mar.

“Não represento a água em si, mas a ideia de que todo objeto afunda em um lugar, em uma dimensão. Isso ajuda a entender que o mar é uma dimensão imaginária e isso me ajuda a desenvolver meus trabalhos. Tem também uma ideia contemporânea de o naufrágio ser uma falência de uma superestrutura, que pode ser um barco ou submarino, mas também um objetivo de vida, algo que foi planejado e não deu certo. A ideia de naufrágio também fala de traumas, desse processo de mergulho em si mesmo.”, conclui.


COMO SOBREVIVER A UM NAUFRÁGIO
Abertura: 3 de março, às 18h30
Visitação: 4 de março a 3 de abril de 2020
Funcionamento: segunda a quinta-feira, das 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h)

Local: Galeria de Arte Ibeu
Endereço: Rua Maria Angélica, 168 - Jardim Botânico
Tel.: 3239-2863


SOBRE MÁRCIO DIEGUES
É artista e professor, pesquisa o desenho como fio condutor de suas relações com a paisagem e o espaço, desdobrando-o em gravuras, livros de artista, objetos, instalações, ações de coleta e obras site specific. É graduado em Artes Visuais pela UEL, Londrina (2012) e mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2017). Atualmente residindo no Rio de Janeiro, cursa o doutorado e atua como professor assistente de desenho, gravura e pintura na UERJ, e professor de gravura na Univeritas.

Venezia - Bruno Tamboreno


VENEZIA
Bruno Tamboreno
Galeria de Arte Ibeu inaugura exposição inspirada no cotidiano do Centro Histórico de Porto Alegre 
Abertura: 10 de outubro (quinta-feira), às 18h30 

A cidade vista pela janela do atelier do artista gaúcho Bruno Tamboreno, no Centro Histórico de Porto Alegre, inspirou a exposição Venezia, que será inaugurada no dia 10 de outubro, às 18h30, na Galeria de Arte Ibeu. Sob curadoria de Cesar Kiraly, a mostra apresenta um recorte da produção de Tamboreno nos últimos três anos, com trabalhos que dialogam dentro de uma mesma estrutura poética e que utilizam a linguagem do desenho e da gravura.  

A atmosfera urbana, que foi gradualmente influenciando o processo de criação do Tamboreno, tornou-se uma referência determinante na prática artística. Desta forma, é a partir da relação entre o espaço de criação e a cidade que o artista vê emoldurada pela janela é que o repertório de imagens é construído, a partir de fotografias feitas do sexto andar. Transeuntes, o mobiliário urbano e todo o ambiente da praça a qual Tamboreno vê diariamente servem de inspiração para as obras. 

“Apesar da nossa falta de percepção dada pela rotina, o ambiente está em constante mudança e remodelagem. A noção de transformação, acúmulo, apagamento e passagem do tempo, presentes no ambiente externo, se desloca para o modo como construo minhas imagens que, por sua vez, representam o indivíduo inserido em uma coletividade que se enreda e harmoniza nesses possíveis cenários urbanos”, explica o artista, que foi aprovado pelo Edital de Exposições Ibeu 2019.

Através dos desenhos e gravuras de Venezia, ele propõe ao espectador adotar um olhar mais próximo e atento ao seu entorno, que passa despercebido durante a experiência cotidiana da cidade e seus agentes sociais. Segundo o curador Cesar Kiraly, a exposição explora o recomeço diário da vida, acompanhada pela melancolia do inevitável desaparecimento. 

“A cidade é assediada à distância, pela janela do ateliê. Ela é linda e vibrante, e a cada segundo é inundada com novas gotas de desaparecimento. Apesar de escolher tipos, os desenhos e as gravuras são menos sobre pessoas e mais sobre o efeito do movimento ao qual são induzidas. A elas, por vezes, sobrepõe com fantasmas do ambiente interno do qual assiste”, analisa Kiraly. 


VENEZIA
Abertura: 10 de outubro (quinta-feira), às 18h30 
Visitação: 11 de outubro a 8 de novembro de 2019
Funcionamento: segunda a quinta-feira, das 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h)
Local: Galeria de Arte Ibeu
Endereço: Rua Maria Angélica, 168 - Jardim Botânico
Tel.: 3239-2863
ENTRADA FRANCA


Tratado geral das grandezas do ínfimo - Rick Rodrigues




Galeria Ibeu convida para a abertura da exposição

Tratado geral das grandezas do ínfimo - Rick Rodrigues
Curadoria: Cesar Kiraly 

Abertura: 3 de setembro (terça-feira), às 18h30
Funcionamento: 4 de setembro a 4 de outubro de 2010, 
de segunda a quinta-feira, das 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h)


Esta é a primeira individual do Rick Rodrigues na cidade do Rio de Janeiro. Ele flertou com esta capital em uma residência à casa do Bispo do Rosário no antigo manicômio da colônia de Juliano Moreira e outrora em Teresópolis. Nasceu e mora em uma pequena comunidade nos arredores de Vitória no Espírito Santo. A arte visual, descoberta na faculdade, muda a sua relação com o mundo. É quando pode se apropriar da tradição das bordadeiras para mostrar como a percepção do corpo é afetada pela representação do meio em que está e pelos animais, reais ou de brinquedo, com os quais se estabelece proximidade. Seu trabalho é composto de costuras minudenciosas em tecidos de algodão, papel e objetos comuns, como peneiras. A relação com a poesia do Manoel de Barros é evidente no uso do âmbito complementar entre a ternura, a loucura e as memórias reprimidas. É quase impossível não desconfiar da harmonia doce que oferece. Nisso parece sugerir um acesso intrigante à persistência do material infantil nas ilusões da vida adulta. (Cesar Kiraly)

A chave de casa - Caroline Veilson



Galeria Ibeu convida para a abertura da exposição

A chave de casa - Caroline Veilson
Curadoria: Cesar Kiraly 

Abertura: 3 de setembro (terça-feira), às 18h30
Funcionamento: 4 de setembro a 4 de outubro de 2010, 
de segunda a quinta-feira, das 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h)

Caroline é de uma pequena cidade dos arredores de Porto Alegre e pela primeira vez expõe no Rio de Janeiro. A sua vivência artística se inicia na faculdade, mais especificamente no laboratório de revelação fotográfica. Imediatamente se sentiu atraída pela dimensão apurada e lenta de obtenção de finos resultados. Esse foi um dos motivos da sua passagem à gravura. A sua produção atual concerne aos modos sustentáveis de matrizes e a produção doméstica de papel. Esta individual parte de uma espécie de inversão, como numa gravura, do argumento do livro publicado pela Tatiana Salem Levy em 2007. Neste, Tatiana fala da história de judeus portugueses, caso da sua própria família, que, uma vez expulsos, traziam consigo a chave de suas casas, na esperança de retornar um dia. Caroline trata do acolhimento ao outro a partir dos objetos deixados. A aceitação da memória que restou para trás. Estes artefatos são estudados sequencialmente, e diariamente, até que tenham se feito uma parte da própria observadora. Os resultados são dispostos em séries junto com as suas matrizes. Uma vez que não é o caso de perder o que se foi. Trata-se do recebimento, a partir das complexidades contemporâneas à representação, de um mundo em que a vida dentro é ainda composta de cabideiros, cadeiras de madeira escura, guarda-chuvas e cadeiras de balanço. (Cesar KIraly)

Release NOVÍSSIMOS 2019



NOVÍSSIMOS 2019 - Único Salão de Artes do Rio chega à 48ª edição na Galeria de Arte Ibeu
Inauguração: 18 de julho, às 18h


A edição deste ano será composta por temáticas diversas. Inspirado pelos últimos debates sobre o poder que as cores têm de identificar segmentos, o artista Evandro Machado, por exemplo, irá expor imagens que buscam sabotar a transformação das cores em discurso político. As obras retratam um mundo frio e calculista, onde tudo tem que ser levado a uma construção geométrica da realidade e os objetos não têm peso, não há gravidade. Dentro deste universo existem monolitos, presenças de imposição neste lugar inerte, no qual cubos flutuam carregando uma bandeira similar a brasileira. 

"Parte do discurso do trabalho é a vontade de criar confusões, a partir da contaminação desses campos cromáticos. O verde e o amarelo têm o poder de serem representativos do que o brasileiro acredita. Nesse momento nacionalista, percebemos que o vermelho, por exemplo, se tornou uma cor mais difícil de ser aceita", explica Evandro, que se inspirou no filme "2001: uma odisseia no espaço" para compor estas obras.

A dupla de gêmeos Tangerina Bruno irá expor a série “Para uma pintura”, composta por 2.971 fotografias em forma de objetos que são oferecidos ao público para serem manuseados. As obras mostram a origem do processo de criação dos artistas, que pintam a partir de fotografias tiradas por eles mesmos realizando ações, da maneira mais natural possível, em casa. 

“São imagens muito cruas, pois não estávamos preocupados se seria uma foto bonita, mas queríamos entender qual a ideia e chegar na imagem. Pegamos uma única imagem e usamos de referência para pintura, ou juntamos para colagem, reunimos no Photoshop para fazer a cena, passamos o desenho para a tela e começamos o processo de pintura. Quando pensamos neste processo, geralmente temos acesso ao resultado final. Mas, dessa forma, estamos representando todas as possibilidades que poderiam ser dadas à pintura”, analisa a dupla.

“O sigilo é a garantia do replay", "nunca vou gostar de você mais do que gosto de beber", “só me curta se tiver todos os dentes na boca”, “desaprendi a flertar, mas ainda sei comer e tomar vinho” são algumas das frases presentes no oráculo que será apresentado pela carioca Juliana Gretzinger, todas retiradas de aplicativos de relacionamento há cerca de dois anos. “Vejo o oráculo com humor, pois há um deboche envolvido. É um oráculo que, na verdade, não está preocupado em responder nada”, resume a artista. 

Fernanda Sattamini irá apresentar o trabalho “As ondas que nos separam”, composto por gravuras com mensagens que a artista escreveu pensando em enviar para alguém e, depois, molhou na água do mar. 

O paulistano Marcus Duchen irá expor duas obras inspiradas em uma viagem feita durante cerca de quatro anos por cidades do Sul de Minas, na qual o artista captou as impressões e as cores dos locais. Segundo ele, esta é uma pesquisa, quase geográfica, de alguém que não tinha naturalidade com os ambientes visitados e que, por meio da abstração, pode captar as sensações proporcionadas pela viagem. 

Mariana Hermeto irá apresentar parte de objetos e materiais presentes em uma casa. Em um exercício de agrupamento, a artista trabalha a geometria e a (des)função de cada um deles, buscando a poesia na ressignificação do que é ordinário. O trabalho de Mariana se baseia na pesquisa da construção de uma arquitetura íntima e se assenta no cotidiano e nas relações estabelecidas a partir dele. 

Na série "Força", Fernando Soares utiliza a borracha de câmaras de bicicletas e as ressignifica para abordar a maleabilidade da matéria. O artista recolhe o material em uma loja de bicicletas perto de seu ateliê e tenciona a borracha em um chassi de madeira, retratando as nuances entre o tenso e o relaxado, como a respiração. A ideia é abordar movimentos completamente opostos mas que, na verdade, são complementares. "Nos trabalhos de Novíssimos, os selecionados são os mais tensionados. Na superfície de borracha, forço um pouco o material para ter abertura e criar conceitos de espacialidade. O próprio material se contrai e, por vezes, está solto, relaxado, tendendo apenas para a força da gravidade", explica o artista. 

Os desenhos figurativos de Henrique de França exploram o branco do papel através de mínimas insinuações de linha e sombra. Sua inclinação a abandonar figuras no vazio é audaciosa e intrigante. Assim, o artista define artificialmente os limites entre o urbano e o rural como os limites da civilização, de modo a criar dramáticas composições onde algo parece estar para acontecer ou acabou de acontecer. Há um sentimento de reflexão, como se os personagens estivessem em profundo pensamento sobre a vida, memória, esperança e mudança. Os trabalhos criam histórias com as quais todos podem se relacionar de um ponto de vista pessoal e nostálgico, mas ao mesmo tempo relatam o confronto de gerações, tradições e classes, como modo de refletir sobre a construção de uma sociedade, por uma perspectiva latino-americana.  

Thais Stoklos irá apresentar a série “Sol, estou acordada”, falando sobre o dia e noite, luzes do céu, o pôr do sol, de intensidades de energia, de sentimentos humanos. Seus trabalhos são apresentados como verdadeiras pinturas feitas através da sobreposição de tules, que foram introduzidos nas obras da artista através da confecção de saias de bailarinas para suas filhas. Neste sentido, ela lança mão de tudo aquilo que é descartado: linhas, papéis, galhos, tecidos e pedras são reunidos e, com eles, Thais propõe novas formas, agrupando elementos em uma linguagem urbana, industrial ou natural. Como que se traçando caminhos ou construindo monumentos efêmeros, retrata a importância do sutil, na fugacidade do contemporâneo.

A artista Cláudia Lyrio irá expor duas obras: "Teoria" e "Anteparo". "Teoria" é um trabalho híbrido de desenho e pintura, de ficção e ciência, que tem como objeto o estudo do Pardal, ave da cidade (ave da polis, ave política). Cláudia apresenta esse pássaro de diversas maneiras e aponta algumas de suas características com pequenos textos entremeados. Este trabalho é a ação de observar e traz as etapas do desenho, os rascunhos, as inseguranças e inquietações do estudo. Mostra dados do animal e de seu ciclo de vida, nome científico e ano de sua chegada ao Brasil escritos em retalhos de linho colados sobre um canto da tela. Já a obra "Anteparo" é um desenho a carvão, grafite e aquarela sobre tela de algodão com imprimação transparente, mostrando uma floresta em perspectiva lateral, com árvores secas e queimadas. É um políptico composto de cinco telas que evocam o formato de um biombo dobrável de pequenas dimensões. Na primeira tela à esquerda, um pássaro solitário observa a vastidão da natureza degradada.

Inspirada no filme Blade Runner, Talita Tunala usa a metáfora das metrópoles chuvosas, sombrias e melancólicas, trazendo para o presente e representando cenas cotidianas atuais com a mesma atmosfera desalentada. Para Novíssimos, a artista procurou dar mais densidade aos tons escuros das obras, retirando com ranhuras a cor do papel cartão, acrescentando pequenas coberturas com lápis de cor, ao invés de usar a tinta sobre o papel branco como normalmente faz. Esse gesto é similar ao de um esculpir sutilmente, fazendo emergir imagens como se estivessem esperando para serem descobertas, exigindo do espectador um certo esforço do olhar para seu desvelamento.  

A pesquisa central dos trabalhos de Nicole Kouts gira em torno da ressignificação de imagens, lugares da memória, narrativas multiformes, sobreposição de linguagens, dogmas da atualidade e da arqueologia do processo criativo. Todas essas questões são compreendidas dentro de um contexto de convergência e divergência entre os meios analógicos e digitais. Essa investigação é uma constante tentativa de encontrar consistência e novos parâmetros no quebra-cabeças que é a linguagem visual contemporânea. "As interlocuções entre arte e tecnologia, imagem impressa, audiovisual, desenho e colagem são a principal matriz geradora destes trabalhos. Há também a influência de outras linguagens artísticas como a música, o cinema, os quadrinhos, a ilustração, a literatura e o teatro. Os títulos, textos e sobreposição de imagens são um elemento importante, em geral compostos por minúcias que coleto em meus cadernos, abordando a amplitude das transformações de sentido e de narrativas construídas por múltiplas associações", explica Nicole.

“Novíssimos” tem como proposta reconhecer e estimular a produção de novos artistas, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira, em suas variadas vertentes. Até 2018, 633 artistas já haviam participado de Novíssimos, que teve sua primeira edição em 1962. 


SOBRE OS ARTISTAS 

Cláudia Lyrio é natural do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Sua pesquisa busca pensar o ciclo da vida, a natureza e seus elementos, tendo a pintura como linguagem. A artista tem seu interesse voltado para questões cromáticas, alquímicas, processo e artesania. Em seu trabalho, uma ideia de paisagem vem se deixando entrever através de diálogos com pensamentos de campos de cor, Land Art e com as pesquisas dos viajantes naturalistas. Distância, perda, deterioração e efemeridade são parte do seu vocabulário. Formação em Pintura e Letras (UFRJ), especialista em História da Arte (PUC-Rio) e mestre em Literatura (UFRJ). Algumas exposições já realizadas: “Luz Balão” (Galeria Solar/RJ); “Pessoas, Cidades e Afins” (MARCO/MS); “Aos Fios Entreguei o Horizonte” (Galeria Hiato, Juiz de Fora/MG), todas em 2018. Em 2017, destacam-se: “Imersões” (Casa França-Brasil/RJ), “Além da Imagem” (Sem Título Galeria, Fortaleza/CE) e “Miragens” (CMAHO/RJ). Participou dos Salões Rio Claro (2015), Guarulhos e Vinhedo/Prêmio Aquisição Pintura (2016) e Fortaleza (2017). Artista selecionada para individual no Museu de Arte de Blumenau (SC) em 2019.

Evandro Machado é natural de Blumenau, mas vive e trabalha no Rio de Janeiro. Foi ilustrador e desenhista de HQ em Santa Catarina. No Rio de Janeiro, em 2007, frequentou a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2006, fez a primeira viagem no Programa Dynamic Encounters e, em 2008, participou da Residência CAPACETE, no Rio de Janeiro. Em 2009, realizou uma campanha da TV Futura para a Organização Mundial de Saúde, com curadoria de Fernando Cochiarale. Recebeu bolsa de estudos no Parque Lage para o Programa, em 2011, e Bolsa de Acompanhamento de Pesquisa, em 2013. Seus trabalhos foram acompanhados por Luiz Ernesto, Lívia Flores e Glória Ferreira.

Juliana Gretzinger é formada em Práticas Artísticas Contemporâneas pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2015) e em Produção Audiovisual pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro (2017). Atualmente, é estudante no curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ, exercendo função de pesquisadora bolsista no projeto PIBIAC Fotografia Contemporânea. Pesquisa a fotografia, a imagem digital e os efeitos da internet na sociedade contemporânea. 

Fernanda Sattamini vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua produção explora processos experimentais e alternativos, transitando entre fotografia, gravura, escultura e objetos. Tomando como ponto de partida imagens apropriadas e suas próprias fotografias e anotações, a pesquisa que desenvolve aborda questões acerca da memória, saudade e solidão. Graduada em Publicidade e Marketing pela PUC-Rio, completou seus estudos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Ateliê da Imagem e Escola sem Sítio, no Rio de Janeiro.

Fernando Soares nasceu em São Paulo, onde reside e trabalha. Seu trabalho discute a natureza pictórica da matéria em si, através de pinturas/objetos, colagens e instalações. Sua pesquisa parte das propriedades e/ou ambiguidades dos materiais que utiliza e fatores como ação e reação dos mesmos em seus trabalhos. Iniciou seus estudos e produções de maneira autoditada, aos 17 anos, para posteriormente frequentar o Hermes Artes Visuais, onde ainda participa de elaborações de projetos e acompanhamento de sua produção. Participou de diversas exposições coletivas e individuais em galerias e espaços independentes, além de ser selecionado para salões e feiras de arte contemporânea.

Henrique de França nasceu e trabalha em São Paulo. Formado em Artes Plásticas pela USJT e pós-graduado em Design Gráfico pela FAAP, já participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, entre elas “No Barrier to Entry”, na Gallery19, em Chicago (2018) e “Desenho Ocupado”, na Galeria Leme, em SP (2009). Entre suas exposições individuais destacam-se “Torpor”, no Sesc Interlagos, em SP (2016), e “Lugares Congruentes”, no Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa, Portugal (2013). Os trabalhos exploram as possibilidades de representação do imaginário latino-americano no tocante à sua história recente, sobrepondo memória individual e coletiva dentro do escopo do desenho contemporâneo figurativo.

O paulistano Marcus Duchen iniciou muito jovem sua trajetória pelas artes, com participações em projetos e campanhas como ilustrador, em São Paulo. Em 2001, já em Minas Gerais, se formou em Arquitetura e, em 2004, fez sua primeira mostra coletiva no grupo Poéticas Visuais, no Instituto Moreira Salles, em Poços de Caldas. Depois, veio a exposição individual por premiação no BDMG Cultural, em 2006, em Belo Horizonte, e a coletiva no Espaço Cultural de Guarulhos, em 2008, em São Paulo. Em seguida, uma individual por premiação no Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos, no mesmo ano. Outros prêmios vieram, como a menção honrosa no Salão de Arte Contemporânea de Arceburgo, Minas Gerais, em 2018, a seleção pela publicação de arte na Califórnia, Selah Magazine, no mesmo ano, e aprovação na galeria Art Lab Gallery, em São Paulo, entre outros. Em 2018, o artista também teve uma obra incluída no Livro “Arte Sempre”, coletânea dos artistas de Minas Gerais. Sua plataforma de expressão é o óleo sobre a madeira, em grandes painéis que misturam, atualmente, o abstrato a instantâneos da vida, em traços imemoráveis de paisagens mineiras.

Mariana Hermeto é designer e artista. Sua pesquisa se assenta no cotidiano e nas relações estabelecidas a partir dele. Numa procura por brechas e encaixes, através da contenção e da ruptura, do acúmulo e do vazio, há uma busca silenciosa pela ressignificação do comum e pela construção de uma arquitetura íntima. Participou de exposições coletivas como “Formação e Deformação”, nas Cavalariças da EAV Parque Lage, em 2018; “Fixo, só o prego”, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, e “Doze métodos de se chegar a lugar algum”, no Paço Imperial, em 2019.

Nicole Kouts é graduada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e desenvolve seus trabalhos de forma multidisciplinar nas linguagens da arte e tecnologia, do audiovisual, da imagem impressa e do desenho. Participou de exposições coletivas nacionais e internacionais, dentre elas a “SP-Arte” (São Paulo, 2018 e 2019), “MADA - 1ª Mostra Audiovisual do Barreiro” (Belo Horizonte, 2018), Abstratas Moradas (Museu Belas Artes de São Paulo, 2018), “1ª Bienal de Artes de Taubaté” (Taubaté - SP, 2018) e “Cosmovisión Femenina” (Cidade da Guatemala, 2018). Realizou cursos e oficinas com os artistas Paulo Bruscky, Lourenço Mutarelli, Carlos Fajardo, Márcia de Moraes, J. Borges, Helena Freddi e Augusto Sampaio, e é assistente da artista Lia Chaia, importantes referências em sua pesquisa. Dedica-se também à ilustração, figurino e cenografia, fantoches e à música.

Thais Stoklos nasceu na África do Sul e reside em São Paulo. É formada em Pedagogia (2000) pela PUC-SP e pós-graduada em Imagem e Som pelo Senac (2005). Participou de residência artística em Londres, na Slade School of Fine Arts (2016), e em Berlim, na Berlin Art Institute (2017). Participou do grupo de acompanhamento de projetos com Pedro França, no Mam (2015), e, atualmente, participa do grupo de acompanhamento com Nino Cais, Carla Chaim e Marcelo Amorim, no Jardim do Hermes. Já expôs individualmente na Galeria Arte Formato e Arte Hall e, coletivamente, em diversas galerias e salões. Foi ganhadora do prêmio do Salão Nacional de Artes no Mac de Jataí.

Talita Tunala vive e trabalha no Rio de Janeiro, e é graduada em Psicologia. Sua formação artística foi feita na EAV/RJ e na Escola Sem Sítio/RJ. Dentre as exposições que participou nos últimos três anos, destacam-se a individual “O Melhor Fruto”, no Espaço Cultural Correios, em Niterói (2019) e as coletivas “Aos Fios Entreguei o Horizonte”, na Galeria Hiato, em Juiz de Fora; “A/Fronta/A”, na UNB, em Brasília; “Feminino Gabinete de Curiosidades”, no Museu Palácio Rio Negro, em Petrópolis; “Luz Balão”, na Galeria Solar, no Rio de Janeiro, todas em 2018. Em 2017, destacam-se os salões “68º Salão de Abril Sequestrado”, “Salão das Ilusões” e “Fortaleza”, e as coletivas “Miragens”, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro; “Além da Imagem”, na Galeria Sem Título, em Fortaleza; “Imersões Poéticas”, na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro.

Tangerina Bruno é a dupla formada pelos gêmeos Letícias e Cirillo, naturais de Porto Ferreira, onde vivem e trabalham a quatro mãos e duas cabeças, da concepção à execução. Assinam com o seu sobrenome, Tangerina Bruno. Entre as exposições, destacam-se “Novas Aquisições” (2012-2014); “Coleção Gilberto Chateaubriand”, no MAM/Rio; “Coletiva no Auroras”; “17º Programa Exposições”, no MARP”; “28ª Mostra de Arte da Juventude”, no Sesc Ribeirão Preto. Entre os salões que já participaram estão “50º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba” e o “25º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande”.


Salão de Artes Visuais Novíssimos 2019
Abertura: 18 de julho de 2019, das 18h às 21h
Exposição: 19 de julho a 23 de agosto de 2019
Horário de visitação: segunda a quinta, de 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h).
Endereço: Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico – RJ 
(21) 3239-2863 / galeria@ibeu.org.br
Entrada franca
Classificação etária: livre 



NOVÍSSIMOS 2016

Único Salão de Arte do Rio de Janeiro


Abertura: 26 de julho de 2016 (terça-feira), às 18h30
Exposição: 27 de julho a 26 de agosto de 2016, de segunda a sexta, de 13h às 19h


A Galeria de Arte Ibeu inaugura no dia 26 de julho, às 18h30, a exposição “Novíssimos 2016”. A mostra ficará aberta ao público de 27 de julho a 26 de agosto, com visitação das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690 | 2º andar. A entrada é franca.

A Galeria de Arte Ibeu apresenta a 45ª edição do Salão de Artes Visuais Novíssimos 2016, onde as inquietações comuns a artistas de diversas gerações e localidades estão reunidas em um mesmo espaço expositivo. O objetivo de NOVÍSSIMOS é reconhecer e estimular a produção desses novos artistas, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira.

Já participaram deste Salão artistas como Anna Bella Geiger, Ivens Machado, Ascânio MMM, Ana Holck, Mariana Manhães, Bruno Miguel, Pedro Varela, Gisele Camargo, entre outros. Até 2015, 598 artistas já haviam participado desta coletiva anual.


Novíssimos 2016 conta com a participação de 12 artistas que apresentarão trabalhos em pintura, instalação, objeto e fotografia. Os artistas selecionados são: Amanda Copstein (RS), Gilson Rodrigues (MG), Gustavo Torres (RJ), Hermano Luz (DF), João Paulo Racy (RJ), Kammal João (RJ), Manoela Medeiros (RJ), Maria Fernanda Lucena (RJ), Mariana Katona Leal (RJ), Rafael Salim (RJ), Reynaldo Candia (SP) e Vera Bernardes (RJ).

O artista em destaque no Salão de Artes Visuais Novíssimos 2016 será contemplado com uma exposição individual na Galeria de Arte Ibeu em 2017. O nome do premiado será divulgado na noite de abertura.

Nas palavras do curador, Cesar Kiraly: “Nesta nova edição do Salão de Artes Visuais Novíssimos da Galeria IBEU, o curador Cesar Kiraly se vale dos 13 livros da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen para dispor as obras dos 12 artistas escolhidos. As obras são percebidas como internas à melancolia do tempo circunscrito, aquela dentro da qual o tempo pode ser percebido passando. Para isso, cada artista recebe uma obra da autora, com seu respectivo ano. Por exemplo: Amanda Copstein / O Nome das Coisas, 1977 ou Vera Bernardes / Mar Novo, 1958. A intenção é permitir que a bruma do livro envolva o trabalho ao mesmo tempo em que esse se mostre coerente com os nomes implicados na fabricação poética. O décimo terceiro livro, O Nome das Coisas, 1964 foi escolhido como aquele que conduz a lógica dos encontros entre livros e artistas e nomeia a coletiva.”


SALÃO DE ARTES VISUAIS Novíssimos 2016
Abertura: 26 de julho de 2016 (terça-feira), às 18h30
Exposição: 27 de julho > 26 de agosto de 2016
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 13h às 19
Av. N. Sra. de Copacabana, 690 | 2º andar - Rio de Janeiro – RJ

Mayana Redin - A borda o risco o mundo: experimento #1

GALERIA DE ARTE IBEU convida para a abertura da exposição 
A borda o risco o mundo: experimento #1, de MAYANA REDIN 
Abertura: 26 de fevereiro de 2013 (terça-feira), às 19h 
Curadoria: Ivair Reinaldim 

 
Uma ideia de desenho é pano de fundo para a exposição "A borda o risco o mundo: experimento #1", da artista Mayana Redin, que contará com trabalhos que envolvem apropriação de imagens e suas migrações. Os trabalhos propostos utilizam-se das iconografias de representações do espaço humano sendo alvo de exercícios de bordeamento, revelando as condições intervalares das imagens.

Nesse exercício de “dar borda ao mundo”, os trabalhos trazem conteúdos ligados à memória e  esquecimento, passagens  e  erosões, limites  e fronteiras da representação  e suas ficções.

A série A Ruína usa da iconografia de paisagens naturais e construídas de cartões postais turísticos para promover deslocamentos da imagem através de repetições que degradam seus ícones. Além de trabalhos com cartões postais, a artista mostra desenhos em papel vegetal da série Geografia de Encontros, expostos somente na 8a Bienal do MERCOSUL, em Porto Alegre. Além disso, compõe a exposição três vídeos e trabalhos de pequenos formatos que funcionam como ilhas no espaço expositivo.

Para Ivair Reinaldim, curador da exposição: “Experimento #1 indica tratar-se de uma investigação em processo, de algo que não se reduz ou conclui-se nesta amostragem. Apresenta-se aqui certo número de trabalhos – de proposições –, amarrados entre si tanto por um laço conceitual quanto por um conjunto de operatividades delicadas e sutilezas bem demarcadas. Cabe ressaltar, no entanto, que não estamos diante da frieza de um laboratório, mas daquele instante em que especulação mental torna-se poesia em estado visual, em que imagens (re)assumem seu caráter transformador diante do mundo”.

Mayana Redin tem 28 anos, nasceu em Campinas (SP). Com formação em Artes Visuais pela UFRGS (Porto Alegre) e Comunicação Social pela UNISINOS, faz sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro. Dentre algumas exposições, destacam-se mostras nas galerias Zipper (2012) e PortaVilaseca (2012), no Rio de Janeiro e no Santander Cultural (2012), MARGS (2012) e 8a Bienal do MERCOSUL (2011), em Porto Alegre.


MAYANA REDIN - A borda o risco o mundo: experimento #1
Curadoria: Ivair Reinaldim
Abertura: 26 de fevereiro de 2013 (terça-feira), às 19h
Exposição: 27 de fevereiro - 22 de março
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 13h às 19h

Release - Patrizia D'Angello

Autorretrato com Burka | Pintura (2012)


Patrizia D’Angello, em sua 2ª individual no Rio, apresenta na Galeria Ibeu a mostra No Embalo das Minhas Paixões. Numa espécie de performance-paixão auto-documentada em pinturas, desenhos, fotos e projeções, a artista  estabelece um forte diálogo com a História da Arte e com a produção de imagem dos meios de massa, tornando-se, ao mesmo tempo, sujeito e objeto da própria poética. Nesse processo, problematiza o corpo e os papeis do feminino ao longo da história e sua reverberação nas sociedades contemporâneas, bem como os limites de sua própria identidade, o que transborda e o que não está.

Para Ivair Reinaldim, curador da exposição: “Num momento em que nossa fisionomia é constantemente capturada por grande quantidade de dispositivos técnicos, em que o acúmulo excessivo de imagens registradas parece não mais fundar um repertório coerente ou uma real experiência visual (para além de uma massa imprecisa de arquivos infindáveis), Patrizia D’Angello – qual Narciso frente a seu atraente espelho – apresenta em sua exposição individual um amplo conjunto de pinturas e fotografias cujo mote principal é sua autorrepresentação. Em No Embalo das Minhas Paixões retoma o procedimento de sua Olympia, referência direta tanto a uma das obras mais emblemáticas de Édouard Manet quanto aos estratagemas da representação do feminino pela arte, ampliando aqui sua investigação através da eleição afetiva de alguns interlocutores, como Diego Velázquez, Andy Warhol, Paula Rego, Cindy Sherman, Nan Goldin e Shirin Neshat, artistas e obras com quem propõe constituir um fértil diálogo. O que une essa variedade de discursos e visões de mundo, em suma, é a presença constante da imagem da artista em todos os trabalhos expostos, retratada nas mais diferentes situações, das cenas retóricas às atividades cotidianas, e a partir de um imaginário que lhe é bem particular. Nesse processo, tais imagens deixam de ser Manet, Velázquez ou Sherman para tornarem-se, finalmente, legítimos D’Angello”.

Patrizia D’Angello, vive e trabalha no Rio de Janeiro, formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio, em Moda pela Cândido Mendes e com diversos cursos livres na EAV - Parque Lage. Entre as principais exposições estão: Novíssimos 2010 (Galeria Ibeu RJ), SAMAP (Casarão 34, João Pessoa PA 2010/2011) e Banquete Babilônia (individual Galeria Amarelonegro RJ 2011). Indicada ao Prêmio PIPA 2012.



PATRIZIA D’ANGELLO - No Embalo das Minhas Paixões
Curadoria: Ivair Reinaldim
Abertura: 25 de setembro de 2012 (terça-feira), às 19h
Exposição: 26 de setembro / 19 de outubro
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 13h às 19h
Endereço: Av. N. Sra. de Copacabana, 690 2º andar - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 3816-9473 

Nesta quinta: NOVÍSSIMOS 2012










A Galeria de Arte Ibeu inaugura no dia 12 de julho, às 20h, a exposição “Novíssimos 2012”. A mostra ficará aberta ao público de 13 de julho a 10 de agosto, com visitação das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690 | 2º andar. A entrada é franca.

A Galeria de Arte Ibeu apresenta a 42ª edição do Salão de Artes Visuais Novíssimos 2012, onde as inquietações comuns a artistas de diversas gerações e localidades estão reunidas em um mesmo espaço expositivo. O objetivo de NOVÍSSIMOS é reconhecer e estimular a produção desses novos artistas, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira. 

Para o crítico Bernardo Mosqueira, que assina o texto desta exposição: “São 22 os artistas componentes de Novíssimos 2012. Com idades, origens geográficas e sociais, interesses de pesquisa e, até mesmo, fases de produção diferentes, o grupo selecionado nesta 42ª edição do projeto tem como grande característica a heterogeneidade de seu conjunto. Rejeitando o naturalizado caminho curatorial da imposição de injustas amarras teóricas sobre um grupo tão diverso, optou-se pela justaposição (por vezes conflitante e por vezes ressonante) das produções individuais. O processo seletivo, o projeto expográfico e a produção textual seguiram, coerentemente, por esse caminho, de modo que o texto da mostra é a sequência de parágrafos individuais que são edições criativas e críticas de informações oferecidas inicialmente pelos próprios artistas. Posicionamentos opostos ou recorrentes poderão ser revelados por sua visita e/ou leitura atentas.”

Em 49 anos de existência, participaram deste Salão artistas como Anna Bella Geiger, Ivens Machado, Ascânio MMM, Ana Holck, Mariana Manhães, Bruno Miguel, Pedro Varela, Gisele Camargo, entre outros. Até 2011, 544 artistas já haviam participado desta coletiva anual.

Novíssimos 2012 conta com a participação de 22 artistas que apresentarão trabalhos em desenho, pintura, instalação, objeto, vídeo e fotografia. Os artistas selecionados são: Alex Topini (Rio de Janeiro), Alexandre Hypólito (Rio de Janeiro), Alexandre Rangel (Rio de Janeiro), Ana Carolina Druwe (São Paulo), Arthur Arnold (Rio de Janeiro), Bete Esteves (Rio de Janeiro), Elen Gruber (São Paulo), Fabiano Devide (Rio de Janeiro), Felipe Fernandes (Rio de Janeiro), Felippe Moraes (RJ, atualmente morando em Londres), Jonas Arrabal (Rio de Janeiro), Luane Aires (Rio de Janeiro), Lucas Osorio (Rio de Janeiro), MÃE DUCHAMPA (Rio de Janeiro), Maikel da Maia (Curitiba/PR), Moisés Crivelaro (Brasília/DF), Nena Balthar (Rio de Janeiro), Paul Setúbal (Goiânia/GO), Paula Scamparini (Rio de Janeiro), Pedro Moraes (Rio de Janeiro), Pedro Victor Brandão (Rio de Janeiro), Sofia Caesar (Rio de Janeiro).

O artista em destaque no Salão de Artes Visuais Novíssimos 2012 será contemplado com uma exposição individual na Galeria de Arte Ibeu em 2012. O nome do premiado será divulgado na noite de abertura.

Individual de Polyanna Morgana - Release


No dia 13 de junho será aberta a individual “PolyTati Representações LTDA: life in concert, Vol. II”, de POLYANNA MORGANA, artista selecionada através do edital do Programa de Exposições Ibeu. A mostra, que acontece na Galeria de Arte Ibeu, estará aberta à visitação de 14 a 29 de junho, das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690 2º andar. A entrada é franca.

PolyTati Representações LTDA: life in concert, Vol. II é uma instalação sonora site specific que reflete sobre o cotidiano da artista, que mora em Taguatinga e que faz diariamente o deslocamento para Brasília. O título é uma referência ao ponto de partida para a realização do percurso: o escritório do pai de Polyanna, em Taguatinga, o PolyTati Representações Ltda. (que tem esse nome em homenagem as duas filhas – Polyanna e Tatiana).

A instalação é composta por alto-falantes distribuídos em três painéis, que apresentam o som da paisagem sonora de três lugares diferentes do Distrito Federal: Taguatinga, a Estrada Parque e Brasília. Esses locais possuem sonoridades distintas. Em Taguatinga, há o som de comércio popular, buzinas, pessoas falando alto; a Estrada Parque possui um som de via expressa e Brasília possui uma paisagem sonora típica, onde se escutam passarinhos, carros ao longe e pessoas conversando à distância.

Duas pinturas colorfield traçarão os mapas de Brasília e de Taguatinga. As pinturas fazem uso da paleta de cores própria de cada uma das cidades, ou seja, em Brasília, como parte da herança arquitetônica moderna, a artista usa basicamente as cores branca, concreto, cinza e verde (da natureza). Já Taguatinga, que possui outra relação com o espaço urbano, Polyanna usa uma paleta de cores mais diversificada e vibrante, semelhante às cores das cidades do interior do Brasil.

“Quero criar um ambiente onde as pessoas possam caminhar pela Galeria Ibeu, e de alguma forma, construir uma experiência com a paisagem representada ali. Todos os meus trabalhos partem, basicamente, de um mesmo entrelaçamento: o meu corpo e a cidade no dia-a-dia”, diz Polyanna Morgana.

Para Fernanda Lopes, curadora convidada para a exposição: "A jovem produção de Polyanna é marcada por trabalhos com performances ou por obras, como desenhos e objetos, que resultam de uma ação performática da artista. Em PolyTati Representações LTDA: life in concert, Vol. II o corpo do outro também passa a ser incorporado ao trabalho, quando o público começa a reconstruir suas próprias paisagens a partir dos indícios de som e imagem apresentados pela artista e a partir das informações que chegam diretamente da cidade, através das grandes janelas localizadas no espaço expositivo”.



Polyanna Morgana (Gama-DF, 1979) reside e trabalha no Distrito Federal. É Bacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, onde também cursou o Mestrado e atualmente o Doutorado. Foi indicada ao Prêmio PIPA 2011 e participou da edição deste ano do "Abre-Alas", na A Gentil Carioca. Entre suas principais exposições em Brasília estão “Brasília Síntese das Artes” (2010), realizada no CCBB; “Arquivo Brasília: cidade imaginário” (2010) e “Moradas do Íntimo” (2009), ambas no Espaço Cultural Marcantonio Vilaça; entre outras.

Release NOVÍSSIMOS 2011

O Salão de Artes Visuais Novíssimos 2011 chega a sua 41ª edição com o de objetivo de propor uma ampliação das relações entre as diversas propostas artísticas selecionadas. O crítico Ivair Reinaldim, que assina o texto desta exposição, propõe uma expografia organizada por núcleos temático, onde cada segmento apresenta trabalhos que tanto compartilham um mesmo universo (como performatividade, texto, tempo e paisagem) como também dialogam com os demais trabalhos dispostos na exposição. Nossa proposta é a de um salão onde as inquietações comuns aos artistas se apresentem não apenas reunidas em um espaço expositivo, mas, principalmente, em constante relação e contaminação umas com as outras. Dessa forma, a Galeria Ibeu aposta na possibilidade de um salto afetivo em direção a relevantes questões comuns à produção artística de nossos dias.

Novíssimos 2011 conta com a participação de 22 artistas que apresentarão trabalhos em desenho, pintura, colagem, objeto, vídeo, fotografia e performance. Os artistas selecionados são: Adrianna Eu (RJ), Aleteia Daneluz (RJ), Ana Dantas (RJ), AoLeo (RJ), Bianca Bernardo (RJ), Bruno Belo (RJ), Cristina Amiran (RJ), Daniela Seixas (RJ), Erika Romaniuk (RS), Fabiano Araruna (RJ), Felipe Braga (RJ), Helô Sanvoy (GO), Ivan Grilo (SP), Ivan Schulze (SC), Ismael Monticelli (RS), Laila Terra (SP), Leo Ayres (RJ), Lin Lima (RJ), Pedro Meyer (RJ), Ricardo Alves (SP), Rogério Silva (RJ), Virgílio Neto (DF).

O artista em destaque no Salão de Artes Visuais Novíssimos 2011 será contemplado com uma exposição individual na Galeria de Arte Ibeu em 2012. O nome do premiado será divulgado na noite de abertura.


Abertura: 27 de julho de 2011 (quarta-feira), às 20h
Exposição: 28 de julho > 2 de setembro de 2011
Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 13h às 19h
Endereço: Av. N. Sra. de Copacabana, 690 2º andar
Rio de Janeiro – RJ (21) 3816-9432

2011 | A Casa em Festa - Flávia Junqueira | Release

A Galeria de Arte Ibeu inicia suas atividades de 2011 com a individual A casa em festa, de Flávia Junqueira (SP), artista selecionada pela Comissão Cultural do Ibeu (Instituto Brasil-Estados Unidos) através do Edital do Programa de Exposições Galeria de Arte Ibeu 2011. A exposição tem a curadoria de Fernanda Pequeno e será inaugurada no dia 27 de janeiro de 2011 (quinta-feira), às 20h.

A exposição A casa em festa abriga seis fotografias em grandes formatos que exibem festas insólitas e cenográficas. Elementos como presentes, doces, canudinhos, balões, bonecos e brinquedos são dispostos exageradamente em cada imagem. No interior desse acúmulo e excesso de objetos festivos, há sempre o mesmo personagem, que encontra-se cabisbaixo e solitário. O contraponto estabelecido é proposital, pois a ideia dessas imagens é apresentar momentos extremos, conflitos e estruturas de pensamentos opostas: o tema explorado liga-se ao conforto e a sedução presentes no desejo da promessa de felicidade da festa, no entanto, os elementos que a compõe são todos finitos, pois a mesma tem prazo de validade. O processo de construção das imagens de Flávia Junqueira encontra-se com a cenografia, a performance e, finalmente, com a fotografia – depois de organizar os muitos objetos cautelosamente eleitos, a artista se coloca entre eles e legitima sua presença nessa festa através do registro fotográfico.

Ainda que, em um primeiro momento, acreditemos entrar no trabalho por vias de beleza, controle, organização de elementos e cores, nos deparamos com alguns detalhes de decepção, decadência, tristeza, passado e memória, diz Flávia Junqueira.

Fernanda Pequeno, curadora da exposição, diz: “Sendo assim, as seis fotografias em grandes formatos que compõem “A casa em festa” - ao colocarem a própria artista posando com um semblante melancólico em meio a um cenário de celebração - causam certo desconforto. Mas em lugar de melodramas ou de deprimir-se e deixar o espectador deprimido, sua melancolia gera fricções interessantes e inteligentes ambivalências na aceitação e na crítica dessa falta de sentido. De forma que a sedução e o brilho aparentes dessas impressões guardam, na realidade, uma dose de obscuridade."

A mostra ficará em cartaz de 28 de janeiro a 4 de março, com visitação das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690/2º andar. A entrada é franca.

Flávia Junqueira nasceu em São Paulo, tem 25 anos, vive e trabalha na capital paulista. É graduada em Artes Plásticas pela FAAP. Dentre as coletivas que participou, destacam-se Energias na Arte, promovida pelo Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), em 2009, e Olheiro da Arte, no Centro Cultural Justiça Eleitoral (Rio de Janeiro) em 2010. De fevereiro a agosto de 2011 participará do Programa de Residência Artística na Cité des Arts, Paris.

Galeria Ibeu 50 anos: A contribuição de Esther Emilio Carlos


A Galeria de Arte Ibeu comemora os seus 50 anos apresentando a exposição “GALERIA IBEU 50 ANOS: A Contribuição de Esther Emilio Carlos”, uma homenagem à crítica de arte e ex-curadora do Ibeu, falecida este ano. A exposição será aberta na mesma data da inauguração oficial da Galeria Ibeu em 1960: dia 19 de outubro, às 20h. A mostra estará aberta à visitação de 20 de outubro a 26 de novembro de 2010, das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690 - 2º andar. A entrada é franca.

A exposição comemorativa é composta por obras do Acervo Ibeu, além de materiais e catálogos do período em que Esther Emilio Carlos era curadora geral da Galeria Ibeu (de 1988 a 2009). A Comissão Cultural fez um recorte do Acervo, selecionando 20 obras de artistas representativos da arte contemporânea. O Ibeu apresentará, também, a sua última aquisição: uma obra de Mestre Didi, pertencente ao acervo pessoal de Esther, gentilmente doada por sua família.

2010 | Diálogos


A Galeria de Arte Ibeu completa, em outubro, 50 anos e dentro das comemorações, inaugura a coletiva diálogos no dia 1º de junho de 2010 (terça-feira), às 20h.

diálogos é a segunda exposição comemorativa dos 50 anos da Galeria de Arte Ibeu. Assim como ] entre [, diálogos apresenta ao público artistas que participaram do Salão de Artes Visuais Novíssimos na última década. O recorte curatorial em 'diálogos' apresenta um grupo de artistas que foram premiados com uma exposição individual no ano seguinte à sua participação em Novíssimos e que para esta mostra apresentarão um trabalho atual dialogando com a obra doada para o acervo do Ibeu.

Os artistas desta coletiva são: Rafael Vicente (2002), João Sánchez e Vera Roesler (2003), Andréa Brown e Luiz Martins (2004), Rogério Rauber (2005), André Renaud (2006), Vera Carminatti (2007), Ana Luísa Flores e Raul Leal (2008) e Iuri Casaes (2009).

A mostra estará aberta à visitação de 2 de junho a 9 de julho de 2010, das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, na Av. N. Sra. de Copacabana, 690 | 2º andar. A entrada é franca.

2009 | Ana Luísa Flores - Diário Traçado


Ana Luísa Flores apresenta a sua 1ª individual, intitulada Diário traçado, composta por 16 desenhos em pequeno formato (16,5 x 24cm) e 4 horizontais (24 x 100cm); 9 litografias e 8 gravuras em metal, todos de 2009. A artista utiliza o papel como suporte em todos os trabalhos, justificando a sua afinidade com o caráter gráfico da produção, onde o desenho é a ferramenta mais adequada: “Os meus referenciais de criação são normalmente objetos recolhidos de acordo com um critério gráfico, selecionados entre todo tipo de referências corriqueiras. Posteriormente, passo a combiná-los e agregá-los ao suporte, em sintaxes espaciais atemporais, gerando assim espaços simultâneos. Procuro promover uma promiscuidade de matéria sígnica, criando novas relações de expressão visual”, diz a artista.

Ivair Reinaldim, crítico de arte e membro da Comissão Cultural do Ibeu, diz no texto de apresentação da exposição de Ana Luísa Flores: “Na presente mostra, Ana Luísa Flores compartilha conosco parte de seus trabalhos produzidos no ano de 2009. Podemos vê-los como páginas de um diário aberto, fragmentado, imagens-impressões da artista em relação a seu entorno e a suas referências, próximas ou distantes; a aparente trivialidade das coisas transformada em potente universo poético. Ao nos aproximarmos desses pequenos formatos, somos atraídos por seu caráter gráfico, pelo dinamismo das linhas, pela justaposição/sobreposição de formas-signos, pela riqueza de detalhes que comportam sem que nos cansemos de suas relações. Nesse processo, vamos pouco a pouco tomando consciência desse diálogo íntimo da artista com a multiplicidade de imagens que cria e/ou se apropria. Diário traçado, pois traço é marca sobre o papel (ou matriz), registro de uma eleição estética, trajeto para o olhar de quem observa (seja o cotidiano ou a obra). A artista nos fala da urgência em transformar o dado sensível em traço; nós, da necessidade de imersão demorada na intimidade desse diário compartilhado”.

Ana Luísa Flores tem 26 anos, é natural de Volta Redonda e é aluna de Gravura da Escola de Belas Artes da UFRJ. Este ano ficou em 2º lugar no Prêmio EDP Energias na Arte, promovido pelo Instituto Tomie Ohtake (São Paulo), ganhando uma viagem-prêmio para Nova York, pelo programa Dynamic Encounters.

ANA LUÍSA FLORES diário traçado / Abertura: 26 de novembro de 2009 (quinta-feira), às 20h / Exposição: de 27 de novembro a 18 de dezembro de 2009 / Horário de visitação: de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h

2009 | Raul Leal - Contraimagem


Raul Leal apresenta a individual Contraimagem, composta por cinco pinturas (acrílica s/ tela), de grandes dimensões, produzidas em 2009, cujos trabalhos remetem à paisagem que se vê da janela da Galeria de Arte IBEU.

Segundo Raul Leal: “O processo que me interessa é a produção de imagens, especificamente a pintura a partir de uma referência fotográfica, obtida através da fotografia digital manipulada. Uma imagem virtual que ao invés de ser impressa mecanicamente é transformada em imagem real através da pintura. Trabalho com fotografias próprias, são momentos prosaicos do cotidiano urbano escolhidos aleatoriamente. A imagem é então reduzida a uma configuração mais básica por um processo de subtração de elementos. O processo de pintura é feito com diversas camadas de tinta criando uma luminosidade suave e uma profundidade rasa. Os elementos figurativos são colocados à frente desse fundo contrapondo o caráter de perspectiva da foto original com a planaridade da pintura”.

No texto de apresentação da exposição de Raul Leal, Humberto Farias, crítico de arte e membro da Comissão Cultural do Ibeu, diz: “... Raul Leal humaniza sua obra por intermédio da pintura e sai do mecanismo de captação para o de sensibilização: retira a personalidade das pessoas fotografadas e, no lugar, imprime a sua através do gesto do desenho, dos elementos da linguagem pictórica e de sua interpretação dos vários ambientes urbanos – assim, sua investigação está alicerçada fundamentalmente no diálogo entre os meios da fotografia e da pintura. Para esta exposição na Galeria de Arte IBEU, Raul propõe uma expansão do espaço expositivo, desenvolvendo suas pinturas a partir da apreensão do ambiente urbano que envolve a galeria. De forma sutil, o artista propõe ao fruidor uma relação de experimentação que se desloca do campo externo para o interno, do urbano para o pessoal”.

Raul Leal é natural de Miracema-RJ e radicado no Rio de Janeiro. Este ano já participou de duas coletivas e uma individual, além de ter dois dos seus trabalhos adquiridos por Gilberto Chateaubriand.

RAUL LEAL Contraimagem / Abertura: 26 de novembro de 2009 (quinta-feira), às 20h / Exposição: de 27 de novembro a 18 de dezembro de 2009 / Horário de visitação: de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h