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Maria Eugênia Baptista | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online

 


Memórias de Encontros (da série Humanos)
Instalação - 1.500 peças de cerâmica que resultaram de encontros 
entre pessoas e caixas de feira | 300x150x220cm (2020)

                

Maria Eugênia Baptista (@mariaeugeniabaptista) é Artista Visual, formada pela PUC-RJ em 1989. Trabalha com instalação, esculturas, objeto, pintura e vídeo arte. Nascida no Rio de Janeiro, passou grande parte da sua vida em contato com o Pantanal. Sempre se dedicou ao ofício da arte e seu processo criativo tem como ponto de partida os registros individuais e coletivos.  


Com 18 anos, participou de intercâmbio Cultural Brasil - Estados Unidos. E ao retornar para o Pantanal, teve suas primeiras aulas de escultura em argila com a professora Maria do Barro. Em 1993, frequentou o curso de escultura na UFRJ-RJ.  Em 2006, participou do curso Procedência & Propriedade no atelier do prof. Charles Watson no Rio. Em 2007, fez o curso de História da Arte no MARCO – MS (Museu de Arte Contemporânea) com a crítica de artes Aline Figueiredo. Em 2006, teve orientações da crítica de artes Mariza Bertoli em São Paulo.


Em 2010/2011/2012/2013, fez cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage com:Iole de Freitas;  Luiz Ernesto de Moraes; prof. Charles Watson; e Processos artísticos contemporâneos com Malu Fatorelli. Em 2012, participou do grupo de discussão em construção poética e inserção na produção contemporânea com Daniela Labra De 2013 a 2015, participou de grupo de estudo com Ivair Reinaldim na Fábrica Bhering - Rio de Janeiro-RJ.


Algumas exposições, salões e prêmios:


Em 2006, a convite da crítica de arte Mariza Bertoli, representou o Brasil como artista revelação, no III Festival da América do Sul em Corumbá-MS. De 2007 a 2008 realizou diversas exposições coletivas em Campo Grande-MS e em 2008 realizou exposição individual no Centro ultural Otávio Guizzo, através da Fundação de Cultura do Estado de MS.  Em 2013 participou do Salão de Artes de MS. Em 2014 elaborou e coordenou, na fábrica Bhering, o projeto “Em Torno da Fábrica”, contemplado com o Prêmio Porto Maravilha Cultural. Em março de 2014, realizou a 1ª e 2ª edição da Ação Poética “Humanos”, no MAR - Museu de Arte do Rio. De 2011 a 2018, participou do “Fábrica Aberta” e ‘Circuito Interno” e abriu seu ateliê para visitação na Antiga Fábrica Bhering, em uma programação que faz parte da ART RIO. Em maio de 2014, é premiada no 2º Salão de Outono da América Latina no Memorial da América Latina em São Paulo. Em 2015, participa do SAC47 (47º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba). De 2017 a 2019, participou da exposições coletivas na galeria da Bhering, na galeria do Parque das Ruínas, no SESC de Duque de Caxias e na na galeria da Biblioteca Parque do Rio de Janeiro. Em 2019, realizou exposição individual no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico de Alê Teixeira. Atualmente trabalha em seu atelier na Fábrica Bhering, antiga fábrica de chocolates que se tornou um pólo cultural no Rio de Janeiro.



Texto da artista sobre a obra: 


Eternizo encontros entre todos e o todo, tendo o barro como elo. Através de  um gesto afetivo como um aperto de mãos, um abraço e outras formas de encontros, registrados em argila, foram geradas milhares de peças... eternizadas nessa obra sem tempo ou fim que seguirá crescendo...


E neste momento de pandemia, em que os encontros não são possíveis mas são tão desejados no mundo todo, não poderia deixar apresentar uma nova versão da instalação  huManos - Uma obra em construção, que nasce do afeto entre as pessoas.


Nessas 18 caixas possuem aproximadamente 2.000 peças de cerâmica que resultaram de encontros realizados por mais de 4.000 pessoas durante seis anos. E eu estava presente em cada um deles para registrar esse momento.     





Luísa Prestes | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online

 

 

Sem título
Acrílica sobre tela | 210x160cm (2020)

 

 

Luísa Prestes (@luisaprestes.arte) (Brasil, 1993) é artista visual e agente atuante em diversos campos da arte. Participou de ações, performances e exposições no Brasil, Holanda e Uruguay. Atuou como mediadora na Bienal do Mercosul e outras importantes exposições em diferentes instituições. É atelierista, professora de artes, além de ministrar oficinas e workshops de criatividade e técnicas artísticas. Vive e cria a partir da noção da arte como camada integrante e fundamental da vida. Vida e arte se entrelaçam e se alimentam e o fazer artístico é o próprio tecer de existência na teia da vida.

A artista participa do Salão com uma série de pinturas e desenhos. 



 

CMYK (Ciano, Magenta e Yellow)
Acrílica e grafite sobre papel | Tríptico 63x29,7cm (2020)



Essa série de desenhos é uma zona de confluência entre dois interesses que venho explorando: cor e vocabulário gráfico.

Sobre a questão da cor: Montei três paletas com as três cores pigmento translúcidas primárias - ciano, magenta e amarelo. Cada uma delas se subdividindo em três tons análogos a partir do tom primário.

Nesse momento, procuro esboçar algumas pequenas composições, partindo do simples e primário e traçando um corte vertical aí para vislumbrar a profundidade do tema. Sobre a questão do vocabulário gráfico: são exercícios de sutilização e observação de potenciais texturas e recursos visuais. Recursos estes que, a partir de uma apreensão sensível, contribuem para ampliar tal vocabulário. No caso destes trabalhos especificamente, a estrutura de grade permitiu uma maior liberdade num sentido de explorar essas “frases” visuais individualmente, sem a preocupação com a coerência da composição como um todo. Mesmo que funcione também nesse sentido, uma vez o desenho estando pronto.



 

Orfeu no reino da morte não deve ver nua sua amada
Acrílica e óleo sobre papel  | Tríptico 63x29,7cm (2020)



Eurídice, ninfa amada por Orfeu, ao ser picada por uma serpente foi levada ao reino da Morte. O sofrimento de Orfeu o obrigou a descer ao submundo ao resgate de sua esposa. Contava com sua lira e sua poesia para comover Hades e Perséfone a libertarem Eurídice de seu reino. Orfeu tocava sua lira e declamava como ninguém, emocionava mortais, seres naturais e místicos e até mesmo divindades. Hades e Perséfone, senhores do reino da Morte, ao ouvirem os versos de súplica, permitem que Eurídice regresse com Orfeu com uma condição: todo o trajeto de retorno deve ser feito em silêncio, Eurídice seguindo os passos do marido que, por sua vez, não pode, sob nenhuma circunstância, olhar para trás em busca da esposa. É o movimento da alma através da escuridão do inconsciente até a superfície da consciência, movimento esse que requer confiança e entrega.

 

 


 

Os portões do mundo I e II
Acrílica, óleo e nanquim sobre papel | 21x29,7cm cada | (2020)


Nesta dupla de pinturas sobre papel coloco em dialógo em uma composição livre a experimentação pictórica contemporânea, os estudos de teoria da cor e os grafismos ancestrais dos povos originários.

 

Lucas Ribeiro | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online

 


Sem título | Série de colagens (2020)


Lucas Ribeiro (@naosejaartista) é formado em design pela Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Sua pesquisa artística inicialmente se deu a partir de ressignificações de objetos e ocupações de espaços que sofreram a ausência de seu avô: o artista começou a transformar antigos livros em colagens e seu quarto/escritório em um espaço de abordagem do som através de esculturas e instalações, trazendo seu conhecimento anterior sobre métodos e criações relacionadas a música.


O artista participa do Salão com uma série de colagens analógicas e três esculturas sonoras + registros em vídeo.



Texto do artista sobre as obras: Esta pesquisa se desenvolveu além dos materiais originais e trata de assuntos que perpassam a lei natural dos objetos encontrados. Encaro muitos dos trabalhos sonoros como uma performance dos próprios 'instrumentos', que carecem de um agente direto para sua reprodução, deslocando-se para questões do irreal. Minha investigação com colagem, vejo como uma mitologia inventada, me utilizando de elementos distintos para abordar o sagrado e o eterno em uma arqueologia que diz respeito não só ao processo da técnica colagista, mas também de escavação de uma cultura desconhecida. 



Solo para baqueta: Uma baqueta é presa por meio de um fio de nylon ao ventilador original do quarto. A baqueta demonstra um movimento que aparenta certa autonomia e acaso, assumindo, no imaginário, características que se assemelham à criação cultural dos fenômenos Poltergeist. O título “Solo para baqueta” faz referência à nomes de obras de antigos compositores, como por exemplo John Cage, e apresenta um pequeno duplo sentido, referenciando o contato da baqueta com a caixa de bateria que se encontra no chão.

Link para visualização: https://youtu.be/sor_A6CMXJA





O silêncio da fita é som da guitarra: Uma escultura composta a partir de um problema técnico manifestado pelo gravador de fita presente na obra. A função de reprodução das fitas de rolo por esse aparelho já não era mais possível, devido longos anos de uso e desgaste da peça. A passagem da fita por baixo das cordas de guitarra, após acionamento do motor, gera o som elétrico no instrumento que apresenta uma afinação específica para essa obra. O gravador é sustentado por uma cadeira de estética antiga, e esses objetos somados representam um valor de décadas passadas que é trazido para uma dialética de produção sonora e artística contemporânea.

Link para visualização: https://youtu.be/xSWMOaKr_mo






Ponto e espaço: Uma escultura composta por um castiçal encontrado, um móvel que fazia parte da casa de meu avô e um circuito elétrico criado. O circuito elétrico reage a partir de fontes luminosas: quando há luz, não há som. A vela apresenta uma forma orgânica de controlar o som, visto que não permanece constante e varia a posição e tamanho de sua chama. Quando a flama se move, o som para, quando ela volta ao seu estado mais estável, o circuito volta a soar.O som gerado pelo circuito se assemelha à dispositivos de código morse, ao qual meu avô era um grande conhecedor da técnica.A escultura presente no quarto se apresenta em formato similar ao de um ritual, e é identificado como uma forma de comunicação com o próprio quarto, ou, talvez, o espírito de meu avô. A mensagem ainda não foi decodificada.

Link para visualização: https://youtu.be/6f-3k6dBFTI