Fabi Cunha | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online

 


Com vida
Madeira, viga de ferro com concreto de demolição, 
arame farpado, lã, orquídeas (2020)



Fabi Cunha é artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Intuitiva e autodidata, Fabi busca sua inspiração na natureza, onde se conecta com o divino e encontra paz interior.


Na série "Natureza Viva", a artista trabalha com materiais de demolição de obras e coleta madeiras submersas em rios, inspirada em elementos da Mata Atlântica que a cercam no lugar onde mora e mantém seu ateliê.


No Brasil, foi uma das artistas selecionadas no Edital da Galeria Ibeu 2020, para exposição individual. Em 2019 participou da Exposição Individual na Galeria Metara, na coletiva Sua Majestade Arte, na Casa da Princesa Isabel, em Petrópolis, e do evento Gamboa de Portas Abertos, na Galeria Metara, além da Expo NY, em Nova Iorque. Entre as individuais, em 2018, merecem destaque: Impressões da Mata Atlântica, no Washington Park Hotel; LukLux Design, e Nautilus Hotel, em Miami e, Valencia College, em Orlando. No mesmo ano, a artista foi convidada para pintar um mural, que permanece até hoje no Washington Park Hotel, em South Beach, Miami.



Texto da artista sobre a obra:

"Com vida" é um objeto é formado por três partes que se encaixam podendo ser montado vertical ou horizontalmente. É produzido com restos de madeira encontrados submersos no rio que passa pela residência da artista, com vergalhões de ferro com concreto de demolições, arame farpado, lã e orquídeas. Com estes materiais, a artista cria um objeto com vida, que depende de água, luz e amor para se manter vivo e em transformação, levando o observador a interagir com o objeto e refletir sobre a importância de uma reconexão com a natureza e sua responsabilidade no futuro do planeta.








Edson Macalini | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online





Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Edson Macalini (@edsonmacalini) é artista visual, vive e trabalha em Juazeiro, Bahia. Doutor em Artes Visuais em Processos Artísticos contemporâneos pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC/PPGAV e Mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC/PPGAV - 2014. Atualmente é professor de desenho no Curso de Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF/CARTES em Juazeiro - BA. 

O artista participa do Salão com uma série de desenhos e fotografias.


Texto do artista sobre os trabalhos:

As obras foram elaboradas durante o isolamento social causado pela pandemia da covid-19, após coletas de  fotografias em  praias vazias de Florianópolis – SC.  No período de confinamento mais crítico utilizei todos os materiais que tinha disponível em casa -  uma coleção de 60 canetas nanquim e pilhas de papéis para desenhos de várias épocas que há muito tempo me acompanhavam. O procedimento presente nas composições  alerta para o processo de regeneração da natureza quando na ausência do ser humano e sua respectiva destruição ambiental. Os desenhos, expressivamente linhas, trata-se de algas filamentosas que se espalharam pelos tocos de árvores do mangue devastado e sua capacidade de regeneração, alastramento biológico que atinge outras partes do bioma formando palimpsestos ambientais, metáforas e ficções entre natureza recriadora das destruições da humanidade, à arte, como regeneradora da humanidade em sua  natureza política, educacional e de consciência crítica, diante do planeta que habitamos. 



Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Algas filamentosas sobre restinga seca
Série fotográfica, 2020


Cláudia Lyrio | Artista participante do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online

 


Sem título (série Parasita), 2020 
Aquarela, 34x24cm (Foto Roberto Bellonia)



Cláudia Lyrio é natural do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. É formada em Pintura e Letras (ambas UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro), tem Especialização em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-Rio) e Mestrado em Literatura Brasileira (UFRJ). Fez cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, cursos de técnicas gráficas no Museu Lasar Segall, São Paulo /SP e no Atelier Tarlatana, do Centro de Artes Calouste Gulbenkien, Rio de Janeiro/RJ. 


Entre as principais exposições coletivas de que participou destacam-se: 7 Etnógrafos, Galeria dotArte, Belo Horizonte/MG (2020), curadoria de Efrain Almeida; A Melancolia da Paisagem, SemTítulo Arte Galeria, Fortaleza/CE (2019), curadoria de Efrain Almeida; Aos Fios Entreguei o Horizonte, Galeria Hiato, Juiz de Fora/MG (2018), curadoria de Marisa Flórido César; Miragens, Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro/RJ; Além da Imagem, SemTítulo Arte Galeria, Fortaleza/CE; curadoria de Marisa Flórido César; e Imersões, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro/RJ (2017). 


Entre os salões, destacam-se: Novíssimos 2019 (Rio de Janeiro/RJ); 68º Salão de Abril Sequestrado (Fortaleza/CE - 2017), Guarulhos e Vinhedo (SP - 2016); e Rio Claro (SP - 2015). Recebeu Prêmio Aquisição em Pintura no Salão de Artes Visuais de Vinhedo em 2016. Em 2019, teve projeto selecionado pelo Museu de Arte de Blumenau, Blumenau/SC , onde realizou a individual Redesenhando a Paisagem, com curadoria de Ana Tereza Prado.


A artista participa do Salão com uma série de desenhos e aquarelas.



Texto da artista sobre as obras:

A artista pesquisa o ciclo da vida e a natureza em uma narrativa onde a paisagem emerge como protagonista. Perenidade e efemeridade são conceitos que se desdobram em seu trabalho. A artista se utiliza de suportes conhecidos, como a tela e o papel, tanto quanto realiza instalações, objetos, e pinturas em modo expandido.


Os trabalhos da série Parasita, realizados no recente período de quarentena foram um modo de pensar sobre a vida e o vírus que nos invade, habita e ameaça, como um parasita. É em nós que ele sobrevive, se desenvolve, se reprograma, se reproduz, se espalha. A escolha da aquarela como linguagem se relaciona com a tradição da pintura de ilustração botânica. A forma da representação, no entanto, é antes de tudo marcada por um lirismo melancólico, como acontece muitas vezes nas obras da artista.


Como um processo natural, esse imaginário se repensa enquanto conteúdo e continente. Às parasitas, seguiram-se, as cascas, vocabulário retomado, com a mesma a mesma matéria fluida de desenho, cor e água. Somos casca, cápsula, invólucro do que vive dentro de nós.




Sem título (série Parasita), 2020 
Aquarela, 34x24cm (Foto Roberto Bellonia)



Sem título (série Parasita), 2020 
Aquarela, 34x24cm (Foto Roberto Bellonia)




Barba de velho (série Parasita), 2020 
Aquarela, 59,4x42cm (Foto Roberto Bellonia)




O elefante (série Casca), 2020
Aquarela, 34x24cm




O rinoceronte (série Casca), 2020 
Aquarela, 59,4x42cm




Uma parte de mim (série Casca), 2020 
Aquarela, 34x24