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Evento: Mário Peixoto. A poesia que reside nas coisas | 13 e 14 de novembro


Ligado, pela amizade ou pela criatividade, a nomes  como Clarice Lispector e Lúcio Cardoso, entre outros; autor de um livro elogiado por Jorge Amado e Manuel Bandeira e do qual apenas o primeiro volume, de um total de seis, até agora – 2017 – foi publicado; exímio poeta. Mas, pouco lembrado por sua literatura. Realizador de um filme elogiado por nomes como Orson Welles e peça de culto da cinematografia brasileira, uma vez que este feito é sempre o primeiro a ser recuperado quando seu nome é citado.

Todas as facetas do artista são exploradas por estudiosos de sua obra na edição 14 da Revista 7faces, com sublinhado para sua produção literária. Este número reúne, além de ensaios, material diverso de arquivo e inéditos. Marca esta publicação “Mário Peixoto. A poesia que reside nas coisas” –  alusivo à memória e à obra do autor.

O evento ocorre nos dias 13 e 14 de novembro de 2017, no Centro Cultural Ibeu, em Copacabana/RJ.


Programa:

Dia 13 de novembro

14:30
Lançamento da Revista 7faces n.14 em homenagem ao Mário Peixoto
Pedro Fernandes de O. Neto (UFERSA); Cesar Kiraly (UFF)

15:00
Geraldo Blay Roizman (USP)
Filippi Fernandes (UFF / Arquivo Mário Peixoto)

17:00
Mar de Fogo, de Joel Pizzini (8 minutos, Blu-ray )
Limite, de Mário Peixoto (114 minutos, Blu-ray )



Dia 14 de novembro

14:30
Lançamento da Revista 7faces n.14 em homenagem ao Mário Peixoto
Pedro Fernandes de O. Neto (UFERSA); Cesar Kiraly (UFF)

15:00
Joel Pizzini (Cineasta)
Maurício (PUC-Rio)

17:00
Mar de fogo, de Joel Pizzini (8 minutos, Blu-ray)
Limite, de Mário Peixoto (114 minutos, Blu-ray)



Entrada Livre


CENTRO CULTURAL IBEU
Av. N. S.de. Copacabana, 690/11º andar 
Copacabana - Rio de Janeiro

Informações: https://simposiomariopeixoto.wordpress.com/
Confirme sua presença: https://www.facebook.com/events/151797028770581/

A Intimidade é uma escolha - Texto de Cesar Kiraly para Maria Fernanda Lucena



1. A escolha é obscura. A intimidade é definitivamente uma escolha. Escolher é também ser escolhido. Ali também há desvio próprio. Se o contemporâneo tem das suas fobias, digamos que entre elas estão a intimidade e a escolha. A intimidade é tão nua que está vestida. A intimidade é uma escolha: quão mais a ela se teme, é-se menos livre.  A sua dinâmica concerne às alternâncias entre o desgaste e o vigor. Não se precisa se dominar os motivos para escolher e não há como escolher sem ser escolhido.

2. Não se pode mais acompanhar William James na afirmação de que a experiência é uma colcha de retalhos. Ele não sabia muito sobre colchas. Se for para buscar reconciliação, então admitamos que há retalhos na experiência, dos quais é feita, mas é tolice achar que se associam como numa colcha. Nela se busca o aproveitamento das sobras e a acomodação, que obriga que os pedaços sejam quase sempre de tamanho parecido; nada mais incomum à intransigência da vida. Nesta, as aproximações são compostas, há escolhas, mas não como quem escolhe uma maçã – que se torna culpado por tê-la podre – mas como quem se aproxima ou se afasta de certo ruído, mesmo sem saber muito o porquê, na maior parte das vezes muito antes de qualquer conveniência. Assim, suas partes são sempre desiguais, a relevância nem sempre concerne ao tempo de exposição e o resultado não é de todo previsível. A intimidade é uma escolha de partes e não de uma finalidade. Ao se dizer a experiência, pode-se aproveitar o retalho, porém a sua lógica remete à colagem.

3. A experiência é uma colagem a partir de pedaços desiguais. Ela é muito pública, por assim dizer. A intimidade é uma das primeiras apropriações que a experiência sofre. Isso faz com que todas as vidas acabem por deter alguma intimidade. Nela não há exatamente algo para se ver. Ela é como o interior, que só o é quando não se o vê. O retalho visto não é a intimidade, mas pode ter intimidade nele. A intimidade é a inevitável posição de penumbra de qualquer um. Nada é intrinsecamente íntimo. A intimidade é o lado escondido do rosto, o corpo dentro da roupa etc. É impossível não esconder algo.

4. Lucena, nesta individual, aprofunda pesquisa sobre a intimidade, iniciada em sua obra premiada na edição de 2016 do Novíssimos. Se antes investia em ambientes fechados, numa lírica do claustro urbano, passou a abranger maior variedade de tipos de vida. As suas escolhas são doces e guardam evidente peso dramático. A pesquisa se inicia com a busca, num sem número de oficinas, às superfícies descartadas de poltronas e estofados. O desejo é pela corrosão causada por nossos corpos nos tecidos. São retalhos desgastados pela intimidade. O pano, eis o peso, serve de duplo da pele, que, junto com a roupa, consumem o envoltório. A artista recolhe aquilo que se soltou das rotinas. As cores dos retalhos são variadas, o plano dos relevos é imprevisível, repleto de ondulações, que nos comunicam preenchimento. Por vezes se fazem reentrâncias, em profundidades diversas, como se pudéssemos estar nelas; noutros momentos há bordas que se tornam levemente escultóricas. As dimensões cobrem as paredes da galeria. O aconchego nos sugere que poderíamos nos precipitar contra elas. A paixão teria como resposta a maciez compreensiva. Se a lógica é de colagem, o estabelecimento é dado pela costura. Aqui um outro peso. Porque a costura dos fragmentos da intimidade é também sutura. Inevitavelmente seríamos levados às cicatrizes, às marcas, aos efeitos comuns da passagem dos dias. Lucena costura pedaços desgastados de experiência, pensando-os como colagem, para que adquiram vigor íntimo.    


5. A precipitação pictórica, dissemos, acontece sob a lógica da colagem, com a especificidade, e o peso, dos retalhos serem costurados uns aos outros. Peso afetivo, mas também conceitual, porque a linha de costura, como a de sutura, acaba por estar contida nas questões da escritura, como nos mostra Derrida. Ainda que silenciosa, íntima, é a escrita da costura, assêmica, que mantém os pedaços que Lucena escolhe. Nas situações em que prevê a pintura, a dinâmica é ligeiramente diferente. Nelas há antecipação. Os retalhos associados são pensados para receber pigmento. Eles se relacionam mais com a tinta do que com o entorno. É a cumplicidade íntima que não pode ser vislumbrada. Adianta-se o vínculo cromático, mas, sobretudo, prepara-se uma atmosfera de recepção. Daí a pintura se enraíza no entorno, como trânsito distinto do mesmo processo. Antes formas impuras, depois os retratos e seus objetos de cena. Pode-se notar bem a cumplicidade com o meio, os corpos feitos de tecido. Por isso as pessoas somem em retalhos e esses as continuam, dissipando-as ou as ressoando em harmonia. 

6. Pode-se imaginar quem são as pessoas que Lucena retrata. Isso não é importante. É relevante o deslocamento onírico entre uma cena e outra, entre a cumplicidade impessoal dos tecidos e aleatoriedade das escolhas, a mescla da intimidade da artista com as cores e estampas. O fundamental é que não se tratam de biografias. São intimidades e não fatos. A tipologia que se nos apresenta é a da austeridade das pessoas simples, pela retidão fisionômica, a tensão psicológica das que aparecem sozinhas, o relaxamento dos homens brancos, a timidez dos convocados a posar e a indiferença dos adolescentes.

7. A intimidade é o vigor da expressão. Por isso está por todos os lados. Não é preciso dividir a vida com alguém para tê-la. Ela é a intensidade, obtida com o desgaste cotidiano, sendo levada para a expressão, aos enunciados, às iniciativas verbais, corporais, pictóricas etc. Uma recompensa, por assim dizer. Pode-se nomear um evento de íntimo, mas íntimo não é o acontecimento, e sim a tensão que permite acumular. Não ser visto por ninguém é o que o dispara. É impossível não ter intimidade, porque sempre há perspectiva sobre nós que não está sendo percebida. Ela não é invisível, mas sim um inevitável ponto cego, que, por vezes, desprezamos. A intimidade é correlata ao interior, com a diferença que pode ser transportada. A crise contemporânea que a concerne não tem que ver com pessoas sozinhas demais ou de menos ou com exibicionismo, mas com o fato de que há pouco escondido no que se mostra. O paroxismo pode ser explicado: se o íntimo nos é inevitável e a expressão tem sido minguada, só se pode deduzir que se desperdiça intensidade nos momentos errados. A intimidade é uma escolha. É ela que torna o manifesto resistente a ser esgotado, que o permite fazer muito sentido. Porque é uma escolha ter o que esconder, para poder acender aquilo que se resolve mostrar.


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Cesar Kiraly, curador da Galeria IBEU. Professor de Estética e Teoria Política no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense. Autor, dentre outros, do livro Fuga sobre o Branco [ ]. 


Inauguração NOVÍSSIMOS 2017



NOVÍSSIMOS 2017 
Único Salão de Arte do Rio de Janeiro chega à sua 46ª edição
Coletiva com 11 novos artistas ocupa pela primeira vez a nova galeria de arte ibeu

Vernissage: 1º de agosto, das 18h30 às 21h


Tudo novo de novo! Pela primeira vez no endereço que acaba de inaugurar, agora no Jardim Botânico, a GALERIA DE ARTE IBEU apresenta, no dia 1º de agosto, a 46ª edição do Salão de Artes Visuais Novíssimos 2017, o único salão de arte do Rio de Janeiro. A edição deste ano tem curadoria de Cesar Kiraly e conta com a participação de 11 artistas que apresentarão trabalhos em pintura, instalação, objeto, fotografia, vídeo, desenho e performance. Os selecionados são Amador e Jr. Segurança Patrimonial LTDA (RJ), Ana de Almeida (RJ), Ayla Tavares (RJ), Betina Guedes (São Leopoldo - RS), Caio Pacela (RJ), Clara Carsalade (RJ), Felipe Seixas (SP), Jean Araújo (RJ), Juliana Borzino (RJ), Leandra Espírito Santo (RJ/SP) e Stella Margarita (RJ). O artista em destaque de Novíssimos 2017 será divulgado na noite de abertura e contemplado com uma exposição individual na Galeria de Arte Ibeu em 2018.

Novíssimos tem como proposta reconhecer e estimular a produção de novos artistas, e com isso apresentar um recorte do que vem sendo produzido no campo da arte contemporânea brasileira, em suas variadas vertentes. Até 2016, 610 artistas já haviam participado de Novíssimos, que teve sua primeira edição em 1962. Nesta 46ª edição, a proposta curatorial diz respeito à interrogação da distância entre as imagens da vigília e do sono.

“Foram escolhidos artistas em início de trajetória que se propuseram a pensar a experiência dessa forma expandida. O onírico surge atrelado aos mais diversos suportes, em formas escultóricas de pano, fotografia, na interação do concreto com aparato eletrônico, no conflito do rosto com matérias que insistem em cobri-lo, nas estratégias de captação de vídeo. Pudemos contemplar os percursos dos artistas, mas também tivemos a oportunidade de indicar trabalhos que nos pareceram exemplares de boa direção na proposta que nos foi submetida”, afirma Cesar Kiraly.

A mostra fica disponível para o público de 2 de agosto a 15 de setembro de 2017, de segunda a quinta, de 13h às 19h (às sextas, de 13h às 18h).

Acordo - Julia Kater


Recém-aberta em novo espaço no Jardim Botânico, a Galeria de Arte Ibeu irá inaugurar, no dia 22 de junho, às 18h30, a individual “Acordo”, de Julia Kater, artista francesa radicada no Brasil que foi selecionada através do edital do Programa de Exposições Ibeu. A mostra - que é a segunda feita na nova sede - é composta por uma instalação contendo som e um vídeo elaborado a partir de fotos feitas por Julia, e projetado em grande formato. O texto crítico é assinado por Julia Lima, curadora independente que fez parte do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake.

O vídeo “Acordo” trata do encontro de dois corpos no espaço, dando origem a um novo território, uma espécie de zona de acordo capaz de extravasar os limites e demarcações antes impostos. Segundo Julia Kater, a montagem tem a forte presença da linguagem do recorte, uma vez que os elementos e territórios,  em cinza, surgem a partir de uma área comum entre as nuvens, como se fossem áreas de acordo que dão origem a um novo território.

“Essa área surge a partir da sobreposição de duas imagens, que são sempre nuvens em diversas formas, remetendo a algo cartográfico. Quando fiz este vídeo, parti das fotos que tinha de nuvens, e depois fiz animação dando movimento a elas, mas são fotos. Pensei na origem dos territórios, como estes partem sempre de acordos ao longo da história. Achei que a imagem da nuvem é um ótimo elemento para mostrar o quanto estes acordos são efêmeros e frágeis, já que eles estão em constante movimento, se refazendo o tempo todo", analisa a artista.

"Acordo" é uma montagem de imagens em movimento, retratando céus que se esbarram e se justapõem, estruturando zonas de arranjo que acomodam as sempre mutáveis e impositivas linhas que desenham um território. Para a curadora Julia Lima, a aleatoriedade das composições do vídeo gera um duplo entendimento: de um lado, a dimensão política de acordos de poder que estabelecem fronteiras e, de outro, a existência de uma latente fragilidade dos relacionamentos entre pessoas.

"É impossível não se perder nesses territórios estranhamente familiares, experiência que é potencializada pela trilha sonora ansiosa, de ruídos cheios de suspense que parecem reproduzir a vibração da terra ou o correr do vento. Os longos graves monotônicos (que poderiam ter saído de uma composição de John Cage ou Stockhausen) sustentam um clima de tensão e potência, em uma expectativa quase cinematográfica que nunca chega a se revelar", afirma Julia Lima.


Sobre Julia Kater: Suas obras estão presentes em acervos de importantes instituições, entre elas Museu de Arte do Rio, Museu Oscar Niemeyer, Museu de Arte de Ribeirão Preto, Centro Cultural UFG, Fundacíon Luis Seoane (La Corunha, Espanha), Fundação PLMJ (Lisboa, Portugal), e Rencontres Internacionales Paris/ Berlin - New Cinema and Contemporary Art (Paris, França). A artista participa regularmente de exposições no Brasil e no exterior, mostrando seus trabalhos na França, Estados Unidos, Bélgica e Portugal.

Suas exposições mais recentes são: Rencontres Internacionales Paris/ Berlin - New Cinema and Contemporary Art, Gaîté Lyrique (França, Paris 2017); Da banalidade - volume 1, Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, Brasil - 2016); I Bienal de Assunção (Assunção, Paraguai - 2015); Abstratión, Galeria Fernando Pradilla (Madrid, Espanha - 2016); No lugar que chegamos, MAC Jataí (Goiás, Brasil - 2016); Breu, SESI MINAS (Belo Horizonte, Brasil - 2016); e Frestas - Trienal de Artes, Sesc Sorocaba (Sorocaba, Brasil – 2014); SIM Galeria (Curitiba, Brasil - 2014).


ACORDO
Abertura: 22 de junho de 2017, às 18h30 
Exposição: de 23 de junho a 14 de julho
Horário de visitação: de segunda a quinta, das 13h às 19h.
Sexta-feira, de 13h às 18h


Galeria de Arte Ibeu 
Rua Maria Angélica, 168
Jardim Botânico - Rio de Janeiro/RJ

Galeria de Arte Ibeu muda de bairro e comemora os 80 anos do Ibeu




GALERIA DE ARTE IBEU MUDA DE BAIRRO
E COMEMORA OS 80 ANOS DO IBEU

Novo endereço fica em charmosa casa da Rua Maria Angélica, no Jardim Botânico



ABERTURA: 2 DE MAIO, TERÇA-FEIRA, ÀS 18H30


Bairro com vocação artística que abriga ateliês e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o Jardim Botânico ganhará um reforço de peso no início do mês de maio, quando a tradicional Galeria de Arte Ibeu, criada na década de 1940, abre suas portas em uma casa da Rua Maria Angélica. Motivos para comemorar, há de sobra: trata-se da exposição que marca os 80 anos do Ibeu, “A Insistência Abstrata, nas coisas”, com curadoria de Cesar Kiraly, que é ainda membro da Comissão Cultural do Ibeu. A coletiva, com obras do Acervo do Ibeu, estará aberta à visitação de 3 de maio a 9 de junho de 2017, das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Foram selecionadas ao todo onze obras emblemáticas dos artistas Anna Maria Maiolino, Bruno Belo, Claudia Hersz, Eloá Carvalho, Gisele Camargo, Lena Bergstein, Manoel Novello, Paula Huven, Raul Leal, Rosângela Rennó e Ubi Bava. “O acervo da Galeria foi obtido através de doações dos artistas que nela expuseram ao longo dos anos. Isso fornece à coleção um caráter intensamente afetivo”, avalia Kiraly. Para ele, o maior desafio é o de estabelecer um sentido combinado, que não existiria sem a sua imaginação. Como o nome indica, nesta “A Insistência Abstrata, nas coisas” são privilegiadas obras abstratas, algumas delas inéditas, de artistas que fazem parte do cânone da arte brasileira, como Ubi Bava, Anna Maria Maiolino e Lena Bergstein, combinadas com as de artistas abstratos contemporâneos, que recentemente tiveram individuais no Ibeu, como Manoel Novello e Gisele Camargo.

“A intenção é mostrar como os objetos abstratos estão presentes no cotidiano, e como fazem parte da materialidade das coisas,  peças de construção da vida comum. A relação entre as figuras tem a ver com a resistência do abstrato, mas também  com o empréstimo lírico de um registro para o outro. O abstrato ora segura o fôlego, como na pequena tartaruga do Bruno Belo, ora aporta no âmbito conceitual, na maleta ‘duchampiana’ da Claudia Hersz”, complementa o curador.


A HISTÓRIA DA GALERIA

A Galeria em Copacabana foi inaugurada em março de 1960. Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Iberê Camargo, Alexander Calder, Antonio Manuel, Lygia Pape, Artur Barrio, entre muitos outros ícones, já tiveram seus trabalhos expostos por lá. Nas décadas anteriores, antes da inauguração do espaço em Copacabana, o Ibeu promovia arte através de parcerias com espaços como o Instituto dos Arquitetos do Brasil, Ministério da Educação e Associação Brasileira de Imprensa.


ACESSIBILIDADE E MESMA ÁREA EXPOSITIVA MANTIDA EM PROJETO DE ARQUITETO

No novo espaço de 52m², projetado pelo arquiteto Maurício Castello Branco e iluminado por Rogério Emerson, não houve perda de área expositiva linear em relação à estrutura anterior, em Copacabana. Além disso, o acesso ficou bem mais fácil e a sinalização externa foi beneficiada pelo fato de estar instalada em uma casa.


PROGRAMAÇÃO DO ANO JÁ ESTÁ DEFINIDA

Segundo Renata Pinheiro Machado, Gerente Cultural do Ibeu, a Nova Galeria de Arte Ibeu contará com projetos de exposições individuais e coletivas, mantendo sua história nas artes visuais, que começou em 1940. “Nomes como o de Julia Kater e Pedro Tebyriçá figuram entre os aprovados no edital de ocupação de 2016/2017, como também o de Maria Fernanda Lucena, premiada na última coletiva "Novíssimos". Aliás, o próprio Salão de Artes Visuais Novíssimos 2017 tem data de abertura marcada entre julho e agosto”.


NOVA GALERIA DE ARTE IBEU
Endereço: Galeria de Arte Ibeu – Rua Maria Angélica, 168 - Rio de Janeiro – RJ
 
Exposição “A Insistência Abstrata, nas coisas”
Abertura: 2 de maio de 2017 (terça-feira), às 18h30
Exposição: de 3 de maio a 9 de junho de 2017
Horário de visitação: de segunda a sexta, das 13h às 19h